parent in science54% das mães cientistas são as únicas responsáveis por cuidar dos filhos. O número é muito maior do que os 34% de casos em que ambos os pais assumem essa responsabilidade. 

Os dados acima são de uma pesquisa coordenada pela professora Fernanda Staniscuaski, do Departamento de Biologia Molecular e Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  A pesquisa integra o projeto Parent in Science, que discute questões ligadas à maternidade e à paternidade no mundo acadêmico brasileiro e busca apresentar um quadro geral das consequências da chegada de filhos em diferentes etapas da carreira de pesquisadoras e pesquisadores no país.

Para o caso das cientistas mães, uma das consequências mais comuns é a queda na produtividade e no cumprimento de prazos para submissão de projetos. E o efeito negativo no financiamento recebido por elas é grande. 

Pensando nisso, um grupo de cientistas mulheres enviou uma carta de reivindicações ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), solicitando medidas que garantam maior igualdade de concorrência entre homens e mulheres aos financiamentos científicos no Brasil. Uma das medidas é que o formato do currículo Lattes seja reformulado, de modo a incluir períodos de licença-maternidade, facilitando uma análise mais justa de eventuais intervalos na produção feminina. 

Além do documento enviado à diretoria do CNPq, o Parent in Science organiza o Simpósio sobre Maternidade e Ciência, cuja segunda edição será realizada em maio de 2019 na cidade de Porto Alegre (RS). Mais informações estarão disponíveis em breve no site do projeto. 

Confira a reportagem completa sobre as reivindicações enviadas ao CNPq no site do G1

Imagem retirada da página do Parent in Science no Facebook.