mammals ancestor

Há 66 milhões de anos, um grande evento de extinção dizimou os dinossauros, marcando o fim do período Cretáceo. Mas alguns grupos sobreviveram a essa extinção em massa e se diversificaram nos períodos seguintes. Um desses grupos são os mamíferos, representados por quatro linhagens diferentes naquela época. Todas elas sobreviveram. Os pesquisadores Tiago Quental e Mathias Pires, orientadores pelo Programa de Pós-graduação em Ecologia da USP, publicaram um estudo no qual buscam entender como os diferentes grupos de mamíferos atravessaram a extinção em massa no fim do Cretáceo. Para saber mais, confira a reportagem completa aqui.

Imagem: An artist’s reconstruction of Purgatorius, a probable primate ancestor. (Nobu Tamura/Wikicommons)

glauco soly2018

Cavernas são ambientes peculiares porque a comida geralmente é escassa e muitas espécies que ali vivem são predadoras. Por essa razão, ovos desprotegidos representam uma refeição rica para muitos habitantes de cavernas. Neste artigo, a doutoranda Solimary García-Hernández e seu orientador, Glauco Machado, mostram que fêmeas de um opilião de caverna são bem sucedidas em defender seus ovos contra predadores e que os ovos que elas depositam são numerosos e de grande tamanho quando comparados a outras espécies de opiliões. Com base nesses resultados, Solimary e Glauco sugerem que ovos maiores produzem uma prole de maior tamanho que seria menos vulnerável à intensa predação do ambiente em que vivem. O artigo completo em inglês pode ser encontrado aqui.

clima seducao rhinellaUns são coloridos, maiores que as fêmeas, brandem “armas” e defendem territórios a todo custo; outros têm cores discretas, são muito parecidos com as parceiras e não perdem tempo em brigas por espaço – vão direto ao ponto quando chega a hora de se reproduzir. Com algumas variações, esses dois perfis são usados para explicar o comportamento sexual de machos de várias espécies. Generalizando (o que nem sempre corresponde à realidade), os primeiros seriam os habitantes dos trópicos, e os segundos, das regiões temperadas. O que essa dicotomia não leva em conta é que em regiões tão distintas como a Caatinga brasileira e os Alpes europeus – tropical e temperada, respectivamente – há características semelhantes a ponto de abrigar espécies com comportamentos sexuais parecidos. Em teoria proposta por pesquisadores como Glauco Machado, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), o que define o comportamento sexual das espécies não é apenas a temperatura e a umidade, mas a estabilidade do clima: a duração do período em que esses parâmetros são ideais para a atividade de animais e plantas e, portanto, para a reprodução. 

abelha polinizacaoQuando Marília Palumbo Gaiarsa pensa em comunidades biológicas, ela enxerga pontos e traços. É assim que os ecólogos modelam as relações entre os seres vivos, com pontos que simbolizam espécies e traços entre os pontos, representando interações entre espécies. Dessa forma, as comunidades biológicas viram redes, e assim é fácil perceber que o que acontece com cada uma das espécies pode ter consequências para todas as outras da rede.

Foi precisamente pelo estudo de como os impactos sobre as espécies se propagam pelas redes ecológicas de que fazem parte que Marília Palumbo Gaiarsa recebeu o Prêmio Tese Destaque USP 2018 na área de Ciências Biológicas. Em longo prazo, seus achados podem ajudar no desenvolvimento de políticas de conservação.

labtrop plantio

Quando pensamos em áreas degradadas que estão em processo de restauração, o primeiro modelo de plantio que vem à mente é o de fileiras de mudas separadas entre si por uma distância padrão. O princípio ecológico que baseia esse modelo é o de que plantas muito próximas competem entre si por recursos como água e nutientes, prejudicando o desempenho dos indivíduos envolvidos. No entanto, nem sempre a proximidade traz efeitos negativos para as plantas. 

A alta mortalidade de mudas nos sistemas tradicionais de plantio pode ser reduzida com um modelo alternativo, em que as plantas são distribuídas em núcleos de indivíduos, nos quais espécies pioneiras e não-pioneiras são plantadas próximas entre si de modo intercalado. Os resultados são de um estudo realizado em Caraguatatuba (SP) pelo Laboratório de Ecologia de Florestas Tropicais (Labtrop), do Instituto de Biociências da USP. O projeto foi coordenado pela professora Adriana Martini, que também orienta pelo Programa de Pós-graduação em Ecologia.